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sábado, 17 de outubro de 2009

Uma pechincha



Esta semana com a revista Sábado, por mais 1,5€ é possível comprar aquele que foi considerado um dos melhores romances de 2005.
O meu já cá canta.

domingo, 31 de maio de 2009

A não perder



Aos pais, professores e a quem lida com pré-adolescentes e adolescentes.
Mas se não se enquadrar nestas categorias, vai, de certeza, lembrar-se das suas inseguranças, atrapalhações e de como o muito está tão perto do pouco.
A mim, arrancou-me umas boas gargalhadas, e já sei a quem vou oferecer este livro.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Mensagens que bem dipõem

"Hum, os coelhinhos do meu pijama estão a criar borboto entre as pernas"

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Cause time hadn't stopped


Jesse, the John: What are your thoughts on procreation?
Severin: I want to do it by myself, in the dark.
(...)
Jesse, the John: Can you describe your last orgasm?
Severin: It was great.
It was like time had stopped
and I was completely alone.
(...)
Jesse, the John: Were you sad afterwards?
Severin: Yeah.
Jesse, the John: Why?
Severin: Cause time hadn't stopped.
And I wasn't alone.


Shortbus (2006) - John Cameron Mitchell

quarta-feira, 2 de julho de 2008


Francine(Natalie Portman): Thomas Listen. Listen. There are times when life calls out for a change. A transition. Like the seasons. Our spring was wonderful, but summer is over now and we missed out on autumn. And now all of a sudden, it's cold, so cold that everything is freezing over. Our love fell asleep, and the snow took it by surprise. But if you fall asleep in the snow, you don't feel death coming. Take care

Paris je t'aime segmento 'Faubourg Saint-Denis'

sábado, 21 de junho de 2008

E é inútil procurar encurtar o caminho e querer começar, já sabendo que a voz diz pouco, já começando por ser despessoal. Pois existe a trajectória, e a trajectória não é apenas um modo de ir. A trajectória somos nós mesmos. Em matéria de viver, nunca se pode chegar antes. A via-crucis não é um descaminho, é a passagem única, não se chega senão através dela e com ela. A insistência é o nosso esforço, a desistência o prémio. A este só se chega quando se experimentou o poder de construir, e , apesar do gosto de poder, prefere-se a desistência. A desistência tem que ser uma escolha. Desistir é a escolha mais sagrada de uma vida. Desistir é o verdadeiro instante humano. E só esta é a glória própria da minha condição.
A desistência é uma revelação.


In A Paixão segundo G.H. - Clarice Lispector

terça-feira, 10 de junho de 2008

Há um êxtase que marca o apogeu da vida, para além do qual a vida não se pode elevar mais. E tal é o paradoxo da existência, que esse êxtase surge quando se está mais vivo e surge sob a forma do completo esquecimento da própria vida. Esse êxtase, esse esquecimento de si, atinge o artista, surpreendido, em transe, num lençol de chamas; atinge o soldado, enlouquecido pela guerra, que numa batalha perdida recusa tréguas.

in O Apelo da Selva - Jack London

terça-feira, 22 de abril de 2008

Por vezes o destino é como uma pequena tempestade de areia que não pára de mudar de direcção. Tu mudas de rumo, mas a tempestade de areia vai atrás de ti. Voltas a mudar de direcção, mas a tempestade persegue-te, seguindo no teu encalço. Isto acontece uma vez e outra e outra, como uma espécie de dança maldita com a morte ao amanhecer. Porquê? Porque esta tempestade não é uma coisa que tenha surgido do nada, sem nada que ver contigo. Esta tempestade és tu. Algo que está dentro de ti. Por isso, só te resta deixares-te levar, mergulhar na tempestade, fechando os olhos e tapando os ouvidos para não deixar entrar a areia e, passo a passo, atravessá-la de uma ponta à outra. Aqui não há lugar para o sol nem para a lua; a orientação e a noção de tempo são coisas que não fazem sentido. Existe apenas areia branca e fina, como ossos pulverizados, a rodopiar em direcção ao céu. É uma tempestade de areia assim que deves imaginar.

Haruki Murakami - Kafka à Beira-Mar

sábado, 12 de abril de 2008

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Resposta a um desafio

Nestes últimos dois dias, desafiaram-me por duas vezes, num post teria que colocar 5 defeitos e noutro, 5 livros que me tenham marcado nesta já longa vida.
Vou começar pelo segundo por ser mais fácil e porque assim sempre vou empatando o revelar dos meus terríveis defeitos.

Os 5 livros que me marcaram ( não são 5, são mais e colocados por uma ordem aleatória):

- Se isto é um Homem - Primo Levi;
- Platero e eu - Juan Ramón Jimémez;
- Cem anos de Solidão - Gabriel Garcia Márquez;
- Meu pé de Laranja Lima - José Mauro Vasconcelos;
- Rendez-vous com RAMA - Arthur C. Clarke;
- O Caso de Charles Dexter Ward - H.P. Lovecraft;
- Memória de Adriano - Marguerite Yourcenar;
- A paixão segundo G.H. - Clarice Lispector;
- O arranca corações - Boris Vian.

E há uns autores cujas obras faço questão de acompanhar: Amelie Nothomb, Herman Hesse, Albert Camus, Luis Alfredo Garcia-Roza, Patricia Highsmith, Ray Bradbury, Virgina Wolf, JRR Tolkien, Alessandro Baricco e Paul Auster.

domingo, 6 de abril de 2008

Segredo

Esta noite morri muitas vezes, à espera
de um sonho que viesse de repente
e às escuras dançasse com a minha alma,
enquanto fosses tu a conduzir
o seu ritmo assombrado nas trevas do corpo,
toda a espiral das horas que se erguessem
no poço dos sentidos. Quem és tu,
promessa imaginária que me ensina
a decifrar as intenções do vento,
a música da chuva nas janelas
sob o frio de fevereiro? O amor
ofereceu-me o teu rosto absoluto,
projectou os teus olhos no meu céu
e segreda-me agora uma palavra:
o teu nome - essa última fala da última
estrela quase a morrer
pouco a pouco embebida no meu próprio sangue
e o meu sangue à procura do teu coração.

Fernado Pinto do Amaral

segunda-feira, 24 de março de 2008

Gone baby gone


Hoje, se a minha concentração voltar, vou ver este filme.
O facto de ser fã dos livros de Dennis Lehane e gostar bastante das personagens Angie/Patrick não consigo imaginar Casey Affleck no papel de Patrick e quanto a Michelle Monaghan não conheço o suficiente para imaginar seja o que for.
Mas se não gosto de Ben Affleck como actor, espero sinceramente que seja um bom realizador e este é um argumento interessante que merecerá ser bem adaptado.
Clint Eastwood também já filmou, tão bem, um argumento adaptado de um livro de Lehane, o Mystic River e rodeou-se de excelentes actores que tiveram prestações fantásticas.
E em filmagens encontra-se mais um argumento de Lehane, o Shutter Island, desta vez por Martin Scorsese. Neste caso, só tenho pena que seja com o DiCaprio mas como tem o Mark Ruffalo e é realizado por um mestre, fico bastante ansiosa, pois o livro é muito bom.

domingo, 16 de março de 2008

"A sua vida foi um fracasso? Connosco a sua morte será um sucesso!"



Quando na badana do livro se lê o seguinte:
"Imagine um negócio de família que envolve a venda de todos os ingredientes possíveis para a pratica do suicídio, nas suas mais diversas formas. Corda, pistolas, facas, venenos e toda uma panóplia de de produtos mortíferos. São cinco as personagens que compõem esta família atípica que gere a loja há várias gerações: os pais, profissionais, comerciantes; o filho primogénito, deprimido crónico mas extremamente criativo no seu domínio; a irmã, exemplo típico de adolescente inadaptada; e finalmente o irmão mais novo, verdadeiro grão de areia na engrenagem deste comércio lúgubre: é que ele atreve-se a sorrir e a ser optimista."

É claro que tive que trazer o livro comigo.

quinta-feira, 13 de março de 2008

A não perder




A viagem de Sophia de Mello Breyner - Recital de Poesia
Bernardo Sassetti (Piano) e Beatriz Batarda (Voz)
Local : Auditório do Centro Cultural de Lagos
Dia: 29 de Março

Porque a obra de Sophia de Mello Breyner é encantadora pela pureza e pela simplicidade dos momentos retratados.
Porque Beatriz Batarda é, para mim, a melhor actriz portuguesa.
Porque Sassetti é um grande compositor e interprete.

" A estrada ia entre campos e ao longe, às vezes, viam-se serras. Era o principio de Setembro e a manhã estendia-se através da terra, vasta de luz e plenitude. Todoas as coisas pareciam acesas. E, dentro do carro que os levava, a mulher disse ao homem: - É o meio da vida".

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Se correr o bicho pega. Se ficar o bicho come...

sábado, 2 de fevereiro de 2008

A nova Courrier Internacional



A Courrier Internacional agora é uma revista mensal, antes tinha um formato diferente e era lançada semanalmente.
Se não tinha dúvidas em assinar o antigo formato, quanto a este tenho algumas reservas. Ainda não explorei convenientemente este primeiro número, lançado na última semana de Janeiro mas aquilo que gostava no semanário parece que se perdeu na revista. Havia um tema de fundo e eram publicados artigos de jornais e revistas de todo o mundo, sobre o tema. Na revista isso não parece acontecer, parece um compilação de temas variados, sem grande ligação entre si. Isso, ou o primeiro tema global não está convenientemente explorado.

domingo, 27 de janeiro de 2008

White Rose



Quando há uns tempos escrevi um post sobre o grupo "White Rose Movement" a Eo sugeriu-me ver o filme "Sophia Scholl", onde se percebe a origem do White Rose, um grupo de resistentes alemães que durante a segunda guerra mundial, estudavam na Universidade de Munique e através de panfletos e graffitis nas paredes, tentavam passar a mensagem que a Alemanha cometia crimes hediondos e que nunca conseguiria vencer uma guerra sem princípios e alimentada pelas obsessões de Hilter. O grupo rejeitava o fascismo e o militarismo, defendendo uma Alemanha federal regida por princípios de tolerância e justiça.
Os elementos deste grupo foram apanhados, condenados e executados em 1943, quando colocavam folhetos na Universidade de Munique.
Uma cópia do último folheto criado e impresso pelos White Rose, chegou a Inglaterra e em Julho de 1943 foi lançado sobre Munique, pelos aviões dos Aliados como título "The Manifesto of the Students of Munich."
Hoje em dia, os membros do movimento são homenageados na Alemanha como grandes heróis que se opuseram ao Terceiro Reich.

Depois de ver o filme não poderia deixar de escrever qualquer coisa, senti vontade de prestar a minha pequena homenagem pela coragem dos membros do movimento.

"It is certain that today every honest German is ashamed of his government. Who among us has any conception of the dimensions of shame that will befall us and our children when one day the veil has fallen from our eyes and the most horrible of crimes ... reach the light of day?" — Retirado do primeiro panfleto dos White Rose.

"Since the conquest of Poland three hundred thousand Jews have been murdered in this country in the most bestial way ... The German people slumber on in their dull, stupid sleep and encourage these fascist criminals ... Each man wants to be exonerated of a guilt of this kind, each one continues on his way with the most placid, the calmest conscience. But he cannot be exonerated; he is guilty, guilty, guilty!" — Retirado do segundo panfleto dos White Rose

Foto: Monumento de homenagem aos White Rose, na Universidade de Munique.

Quanto ao filme, como documento, parece-me bastante bom, tem diálogos por vezes perturbadores.

Foto, e algumas informações retiradas da Wikipédia.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

E antes de entrar no cinema....


... uma passagem (eu bem queria que fosse de passagem) pela Fnac onde comprei os livros : Este país não é para velhos de Cormac McCarthy e Todo-o-mundo de Philip Roth.
E é com o livro de McCarthy que vou testar a teoria de ver o filme e só depois ler o livro. Vou apostar alto pois este é o filme mais bem cotado para ganhar o Óscar.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Os melhores livros de 2007 segundo o NYT


Para o NYT, os dez melhores livros do ano são: Man Gone Down de Michael Thomas; Out Stealing Horses de Per Peterson; The Savage Detectives de Robert Bolaño; Then We Came to the End de Joshua Ferris e Tree of Smoke de Denis Johnson. Na não ficção foram eleitos os Imperial Life in the Emerald City de Rajiv Chandrasekaran; Little Heathens de Mildred Armstrong Kalish; The Nine de Jeffrey Toobin; The Ordeal of Elisabeth Marsh de Linda Colley e The Rest is Noise de Alex Ross.

Este foi um dos anos em que comprei mais livros e li menos.