sexta-feira, 21 de março de 2008
Os teus pés
Quando não te posso contemplar
Contemplo os teus pés.
Teus pés de osso arqueado,
Teus pequenos pés duros,
Eu sei que te sustentam
E que teu doce peso
Sobre eles se ergue.
Tua cintura e teus seios,
A duplicada purpura
Dos teus mamilos,
A caixa dos teus olhos
Que há pouco levantaram voo,
A larga boca de fruta,
Tua rubra cabeleira,
Pequena torre minha.
Mas se amo os teus pés
É só porque andaram
Sobre a terra e sobre
O vento e sobre a água,
Até me encontrarem.
Pablo Neruda
Neste dia mundial da Poesia, fica este poema que uma vez me escreveram num caderno.
Contemplo os teus pés.
Teus pés de osso arqueado,
Teus pequenos pés duros,
Eu sei que te sustentam
E que teu doce peso
Sobre eles se ergue.
Tua cintura e teus seios,
A duplicada purpura
Dos teus mamilos,
A caixa dos teus olhos
Que há pouco levantaram voo,
A larga boca de fruta,
Tua rubra cabeleira,
Pequena torre minha.
Mas se amo os teus pés
É só porque andaram
Sobre a terra e sobre
O vento e sobre a água,
Até me encontrarem.
Pablo Neruda
Neste dia mundial da Poesia, fica este poema que uma vez me escreveram num caderno.
quarta-feira, 19 de março de 2008
Eiii.... por acaso está por aí alguém de Ermesinde?
Era destas que falavamos no outro dia, não era, Ziza?
terça-feira, 18 de março de 2008
segunda-feira, 17 de março de 2008
domingo, 16 de março de 2008
"A sua vida foi um fracasso? Connosco a sua morte será um sucesso!"

Quando na badana do livro se lê o seguinte:
"Imagine um negócio de família que envolve a venda de todos os ingredientes possíveis para a pratica do suicídio, nas suas mais diversas formas. Corda, pistolas, facas, venenos e toda uma panóplia de de produtos mortíferos. São cinco as personagens que compõem esta família atípica que gere a loja há várias gerações: os pais, profissionais, comerciantes; o filho primogénito, deprimido crónico mas extremamente criativo no seu domínio; a irmã, exemplo típico de adolescente inadaptada; e finalmente o irmão mais novo, verdadeiro grão de areia na engrenagem deste comércio lúgubre: é que ele atreve-se a sorrir e a ser optimista."
É claro que tive que trazer o livro comigo.
sábado, 15 de março de 2008
Peculiaridades #7

Não consigo gostar desta desta actriz, é uma embirração, só pode. Afinal, se foi nomeada para um óscar é porque deve valer alguma coisa.
Talvez um dia apareça num filme que me surpreenda e assim possa fazer as pazes com ela. Também já embirrei com Russel Crowe e fiz as pazes de forma definitiva em no 3:10 to Yuma, tal como ainda embirro um bocado com DiCaprio e comecei a respeita-lo um pouco em The Departed.
sexta-feira, 14 de março de 2008
É uma colecção a não perder

Sai às sextas com o Público
Colecção Cahiers du Cinema – Grandes Realizadores
ainda não tive oportunidade de ler todos os livros que já saíram nem ver alguns filmes mas, daquilo que li, parece-me ser uma colecção importante para quem gosta de cinema, ou pelo menos para quem gosta de conhecer o que está por de trás do que é projectado numa tela.
quinta-feira, 13 de março de 2008
A não perder


A viagem de Sophia de Mello Breyner - Recital de Poesia
Bernardo Sassetti (Piano) e Beatriz Batarda (Voz)
Local : Auditório do Centro Cultural de Lagos
Dia: 29 de Março
Porque a obra de Sophia de Mello Breyner é encantadora pela pureza e pela simplicidade dos momentos retratados.
Porque Beatriz Batarda é, para mim, a melhor actriz portuguesa.
Porque Sassetti é um grande compositor e interprete.
" A estrada ia entre campos e ao longe, às vezes, viam-se serras. Era o principio de Setembro e a manhã estendia-se através da terra, vasta de luz e plenitude. Todoas as coisas pareciam acesas. E, dentro do carro que os levava, a mulher disse ao homem: - É o meio da vida".
terça-feira, 11 de março de 2008

Hoje, no meu local de trabalho, encontravam-se uma senhora e um senhor (bem jeitosos por sinal)a medir a altura, a massa corporal e o índice de massa corporal. Lá fomos de forma voluntária por curiosidade conhecer aqueles números que indicam/sugerem o que havemos de fazer com o nosso corpo.
E foi com uma cara de felicidade que ouvi dizer que só preciso de perder 1 Kg, benditas aulas de Pilates que já deixei há 3 meses mas que parece que continuam a produzir efeitos. Benditos 1100 metros de piscina que faço quando posso e benditos 10 km de caminhadas que faço semanalmente.
Conclusão: é tudo uma questão de números.
segunda-feira, 10 de março de 2008
Nem tudo tem de ter razão aparente
... mas neste caso a razão é mais que aparente.

D: que filme disseste que gostavas de ver?
eu: o Hitman
D: que filme é esse?
eu: não sei bem, acho que é sobre um assassino contratado ou qualquer coisa do género.
D: pensei que não gostasses desses filmes
eu: até gosto, não estão é no topo das minhas prioridades.
D: mas diz lá o que te leva a querer ver o filme, ouviste ou leste alguma sobre?
eu: não, só vi o cartaz
D (olhando para o site onde aparece o cartaz): ... ok ... já percebi... esse dispenso.

D: que filme disseste que gostavas de ver?
eu: o Hitman
D: que filme é esse?
eu: não sei bem, acho que é sobre um assassino contratado ou qualquer coisa do género.
D: pensei que não gostasses desses filmes
eu: até gosto, não estão é no topo das minhas prioridades.
D: mas diz lá o que te leva a querer ver o filme, ouviste ou leste alguma sobre?
eu: não, só vi o cartaz
D (olhando para o site onde aparece o cartaz): ... ok ... já percebi... esse dispenso.
domingo, 9 de março de 2008
sexta-feira, 7 de março de 2008
quarta-feira, 5 de março de 2008
Favores em cadeia
terça-feira, 4 de março de 2008
Inimputável
colega: deixa-me ir a esse computador, tenho ai um teste que quero imprimir.
eu: ok
colega [mostrando-me um teste todo riscado]: é que tinha imprimido este e coloquei em cima da mesa, veio de lá a R e começou a escrever e riscá-lo.
eu: e não lhe disseste nada? mas o que se passa com ela?
colega: eu não, coitadita, é uma inimputável.
eu: xiii men, no dia em que alguém disser que sou inimputável e me chame de coitadita, percebo que cheguei ao fim. Obrigada
colega: obrigada? eu é que te agradeço por teres saído do pc.
eu: estás enganado, acabaste de me ajudar a redefinir os meus limites.
colega:...
eu: ok
colega [mostrando-me um teste todo riscado]: é que tinha imprimido este e coloquei em cima da mesa, veio de lá a R e começou a escrever e riscá-lo.
eu: e não lhe disseste nada? mas o que se passa com ela?
colega: eu não, coitadita, é uma inimputável.
eu: xiii men, no dia em que alguém disser que sou inimputável e me chame de coitadita, percebo que cheguei ao fim. Obrigada
colega: obrigada? eu é que te agradeço por teres saído do pc.
eu: estás enganado, acabaste de me ajudar a redefinir os meus limites.
colega:...
segunda-feira, 3 de março de 2008
Depois de um demorado teste de personalidade, sai-me isto.
| Advanced Global Personality Test Results
|
personality test by similarminds.com
Esta hoje não me sai da cabeça
Is it wrong to understand
The fear that dwells inside a man
What's it like to be a loon
I liken it to a balloon
Peculiariadades #7
sábado, 1 de março de 2008
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Pausa
Este blog vai permanecer inactivo durante uns tempos, pode ser um dia, dois, três ou talvez muito mais.
Preciso pôr muita coisa em ordem, preciso que o meu muito pequeno lado racional controle melhor as minhas emoções que não estão no melhor estado.
Para quem gosta destas coisas, é muita água quando se é Escorpião com ascendente em Peixe e o regente do ascendente (Neptuno) na oitava casa, em Escorpião. E Saturno, esse, no pior sitio possível.
Até breve.
Preciso pôr muita coisa em ordem, preciso que o meu muito pequeno lado racional controle melhor as minhas emoções que não estão no melhor estado.
Para quem gosta destas coisas, é muita água quando se é Escorpião com ascendente em Peixe e o regente do ascendente (Neptuno) na oitava casa, em Escorpião. E Saturno, esse, no pior sitio possível.
Até breve.
Esta noite dormi pouco e mal
...pois ninguém me manda deixar para a último dia o trabalho que podia ter feito durante a interrupção de Carnaval.
E no pouco tempo que passei nos braços de Morfeu, este brindou-me com um sonho onde estavam estes senhores a cantar esta música.
Não, não fiz confusão com o Hang-up da Maddona, pois eu bem que vi a menina Agnetha passar pela minha frente, e pela pressa que levava devia de ir à casa de banho.
Gimme gimme gimme a man after midnight
Won't somebody help me chase the shadows away
Gimme gimme gimme a man after midnight
Take me through the darkness to the break of the day
Ai ,ai, Freud deliciar-se-ia com esta. Mas cá para mim, a explicação está na minha ida à piscina, ontem.
E no pouco tempo que passei nos braços de Morfeu, este brindou-me com um sonho onde estavam estes senhores a cantar esta música.
Não, não fiz confusão com o Hang-up da Maddona, pois eu bem que vi a menina Agnetha passar pela minha frente, e pela pressa que levava devia de ir à casa de banho.
Gimme gimme gimme a man after midnight
Won't somebody help me chase the shadows away
Gimme gimme gimme a man after midnight
Take me through the darkness to the break of the day
Ai ,ai, Freud deliciar-se-ia com esta. Mas cá para mim, a explicação está na minha ida à piscina, ontem.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
É linda
Como já não espirro nem tusso para cima de ninguém, achei que seria boa altura para, finalmente, visitar a Maria Carolina. Logo pela manhã, a umas horas que ninguém desconfia, lá fui a caminho de Loulé, cheguei estava a miúda ainda a dormir mas a preparar-se para acordar (pensavam as mães). A coisa ainda demorou um pouco e com os olhos ainda fechados (os dela) lá deu umas boas mamadas e só depois, mas muito depois, é que abriu o olhinho.
Lá deu um salto para o meu colo e aí, tive oportunidade de ter uma conversinha com ela. Contei-lhe umas coisas e ainda tive tempo para lhe ensinar duas coisas, que os Linces são vivíparos e que as Abetardas são ovíparas. Pela expressão que fez acho que compreendeu. É que não quero que ela chegue aos 11 anos a dizer ao contrário, que os Linces... e que as Abetardas .... (pois, uma vergonha)!
A miúda é mesmo linda, eu sei que já disse, mas e que foi com este sentimento perpétuo que cheguei a casa.
Lá deu um salto para o meu colo e aí, tive oportunidade de ter uma conversinha com ela. Contei-lhe umas coisas e ainda tive tempo para lhe ensinar duas coisas, que os Linces são vivíparos e que as Abetardas são ovíparas. Pela expressão que fez acho que compreendeu. É que não quero que ela chegue aos 11 anos a dizer ao contrário, que os Linces... e que as Abetardas .... (pois, uma vergonha)!
A miúda é mesmo linda, eu sei que já disse, mas e que foi com este sentimento perpétuo que cheguei a casa.
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lamechices
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
The Woodsman

Woodsman é um filme de Nicole Kassell muito bem interpretado por Kevin Bacon, que faz de Walter um pedófilo que foi condenado a 12 anos de prisão por ter molestado uma criança de 12 anos e que neste momento encontra-se em liberdade condicional. Walter volta para a sua terra natal procurando uma nova vida, mas tentando fugir aos seus demónios. Encontra um emprego onde tenta passar despercebido (apesar do patrão saber do seu registo criminal), só o seu cunhado o contacta , toda a sua família o repudia.
A única casa que consegue alugar está localizada mesmo em frente a uma escola básica. Ocasionalmente é visitado por um policia que faz questão de lhe mostrar que anda a vigiá-lo e que despreza as suas atitudes. E regularmente visita um psicólogo que o leva a escrever um diário.
O argumento e as personagens estão muito bem desenvolvidas, é bastante evidente a luta interior que a personagem principal estabelece contra as forças que se lhe vão deparando pelo caminho. A sua dor é palpável, uma luta interior gigantesca tão bem interpretada por Bacon.
Este filme pretende que nos coloquemos ao lado de Walter, não pede que o julguemos mas sim que acompanhemos a sua angustia. E esta sua pretensão é conseguída.
(spoiler) Uma das melhores cenas é aquela em que Walter ao aperceber-se que um pedófilo vigia a escola, em frente a sua casa, e leva um miúdo para o carro, saí de casa e esmurra brutalmente o homem, como se estivesse a esmurrar-se a si mesmo.
Walter: [Repeated line] When will I be normal?
Vejam, tanta flor
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Bang Bang (My Baby Shot Me Down)
Que agradável ver a menina Bruni, ou senhora Sarkozy neste anúncio da Lancia. Aquele gesto com a mão a imitar um tiro de pistola deixa qualquer pessoa, mentalmente sã, sem respiração.
Mas o que me fez olhar para o anúncio foi esta fantástica música de Nancy Sinatra, que também faz parte da banda sonora de Kill Bill.
A nova Courrier Internacional

A Courrier Internacional agora é uma revista mensal, antes tinha um formato diferente e era lançada semanalmente.
Se não tinha dúvidas em assinar o antigo formato, quanto a este tenho algumas reservas. Ainda não explorei convenientemente este primeiro número, lançado na última semana de Janeiro mas aquilo que gostava no semanário parece que se perdeu na revista. Havia um tema de fundo e eram publicados artigos de jornais e revistas de todo o mundo, sobre o tema. Na revista isso não parece acontecer, parece um compilação de temas variados, sem grande ligação entre si. Isso, ou o primeiro tema global não está convenientemente explorado.
Confundo-as
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
A lenda continua
Cá pelo Algarve, neva. As amendoeiras estão em flor, e este ano têm tanta flor que quando sopra uma brisa, soltam-se imensas pétalas. Parece realmente pequenos flocos flutuando pelo ar.
Amanhã tiro umas fotos e coloco aqui.
Amanhã tiro umas fotos e coloco aqui.
Preguiça
A preguiça toma conta mim. Apetece-me ficar no sofá, encostada, fechar os olhos ao silêncio. Sei que este estado vai durar no máximo 2 horas mas vou fazer-me a vontade. E, sendo assim, para já, não vou escrever sobre o Fountain nem sobre o Atonement. Talvez à noite, quando chegar a hora de ir prós copos, chegue a energia para escrever e pensar.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Que discurso, caramba!
Um nó na garganta, foi como fiquei!
Uma homenagem justa,prestada por um dos melhores a vestir/criar personagens!
Para ti, Maria

bem-vinda ao nosso planeta! Estou mortinha por te pôr ao meu colo mas já já não, pois estou doente.
Estou desejando de olhar para ti e escancarar-me a rir, meio babada, meio emocionada!
Vais ver que, apesar de não parecer, até tenho jeito para bebés.
Tenho mais jeito para os mais crescidinhos mas como vais crescer, não faz mal.
Quando começares a dizer o meu nome saírão palavras do mais estranho possível, mas não vai fazer mal, eu vou entender.
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momentos
domingo, 27 de janeiro de 2008
White Rose

Quando há uns tempos escrevi um post sobre o grupo "White Rose Movement" a Eo sugeriu-me ver o filme "Sophia Scholl", onde se percebe a origem do White Rose, um grupo de resistentes alemães que durante a segunda guerra mundial, estudavam na Universidade de Munique e através de panfletos e graffitis nas paredes, tentavam passar a mensagem que a Alemanha cometia crimes hediondos e que nunca conseguiria vencer uma guerra sem princípios e alimentada pelas obsessões de Hilter. O grupo rejeitava o fascismo e o militarismo, defendendo uma Alemanha federal regida por princípios de tolerância e justiça.
Os elementos deste grupo foram apanhados, condenados e executados em 1943, quando colocavam folhetos na Universidade de Munique.
Uma cópia do último folheto criado e impresso pelos White Rose, chegou a Inglaterra e em Julho de 1943 foi lançado sobre Munique, pelos aviões dos Aliados como título "The Manifesto of the Students of Munich."
Hoje em dia, os membros do movimento são homenageados na Alemanha como grandes heróis que se opuseram ao Terceiro Reich.
Depois de ver o filme não poderia deixar de escrever qualquer coisa, senti vontade de prestar a minha pequena homenagem pela coragem dos membros do movimento.
"It is certain that today every honest German is ashamed of his government. Who among us has any conception of the dimensions of shame that will befall us and our children when one day the veil has fallen from our eyes and the most horrible of crimes ... reach the light of day?" — Retirado do primeiro panfleto dos White Rose.
"Since the conquest of Poland three hundred thousand Jews have been murdered in this country in the most bestial way ... The German people slumber on in their dull, stupid sleep and encourage these fascist criminals ... Each man wants to be exonerated of a guilt of this kind, each one continues on his way with the most placid, the calmest conscience. But he cannot be exonerated; he is guilty, guilty, guilty!" — Retirado do segundo panfleto dos White Rose
Foto: Monumento de homenagem aos White Rose, na Universidade de Munique.
Quanto ao filme, como documento, parece-me bastante bom, tem diálogos por vezes perturbadores.
Foto, e algumas informações retiradas da Wikipédia.
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Já dizia o outro ... eu sou de longe , de muito longe!
de tão longe que não posso ir ver os Portishead a Lisboa, em Março. Ainda se o concerto fosse a uma sexta ou sábado... ou se as "roads" encolhessem para metade...
Paolo Nutini
Há dias apresentaram-me este rapaz. Fiquei encantada com a voz. E também é lindo de morrer.
E já agora, pesquisem no youtube e ouçam a sua versão de Rehab.
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
E antes de entrar no cinema....

... uma passagem (eu bem queria que fosse de passagem) pela Fnac onde comprei os livros : Este país não é para velhos de Cormac McCarthy e Todo-o-mundo de Philip Roth.
E é com o livro de McCarthy que vou testar a teoria de ver o filme e só depois ler o livro. Vou apostar alto pois este é o filme mais bem cotado para ganhar o Óscar.
Uma noite no cinema

Tínhamos três hipóteses, Cassandra's Dream, The Assassination of Jesse James by the coward Robert Ford e Atonement. Eramos 4, decidimos quase por consenso pelo primeiro, embora o meu coração estivesse dividido entre o primeiro e o segundo. Bem que a Ziza me avisou.Fizemos mal, muito mal.
O Cassandra's Dream é um filme muito abaixo do Match Point e um pouco abaixo do Scoop, a ajudar a péssima projecção, cores saturadas e muitos efeitos não imputáveis à realização. Mas, para mim, o pior do filme é a história que é esmiuçada até à exaustão, sem necessidade. A má montagem, parece que não existiu uma planificação dos takes. As interpretações principais são muito boas, Woody é um realizador que investe bastante na direcção de actores. Há bastante previsibilidade na história mas acho que isso é intencional por parte do realizador, querendo mostrar a impunidade nas acções.
No imdb dei-lhe 6.
Ultimamente ...
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Os melhores livros de 2007 segundo o NYT

Para o NYT, os dez melhores livros do ano são: Man Gone Down de Michael Thomas; Out Stealing Horses de Per Peterson; The Savage Detectives de Robert Bolaño; Then We Came to the End de Joshua Ferris e Tree of Smoke de Denis Johnson. Na não ficção foram eleitos os Imperial Life in the Emerald City de Rajiv Chandrasekaran; Little Heathens de Mildred Armstrong Kalish; The Nine de Jeffrey Toobin; The Ordeal of Elisabeth Marsh de Linda Colley e The Rest is Noise de Alex Ross.
Este foi um dos anos em que comprei mais livros e li menos.
O ovo ou galinha
Depois de passar mais de duas décadas alimentando a teoria que estabelece que quando um filme é adaptado de um livro, deve ler-se o livro primeiro e só depois ver o filme, deparo-me com esta teoria da Eo , "prefiro ver primeiro o filme e depois lê-lo. É que assim aprecio a adaptação sem preconceitos e a seguir, com o livro, tenho o prazer da história com mais pormenores e consistência".
Então não é que acho que a moça tem razão? E tenho andado sempre a fazer ao contrário. Por isso, quando vejo o filme, mesmo depois de ter lido o livro, fico com a sensação de querer mais e nem sempre percebo a inclusão ou exclusão de uma parte do texto.
Assim, acho que vou perceber melhor as opções do realizador e aquilo que ele imaginou quando leu o livro.
Contra, encontro o facto de me limitar a parte da minha imaginação que tanto adoro nos livros.
Mas vou seguir esta teoria e verificar como me sinto.
Então não é que acho que a moça tem razão? E tenho andado sempre a fazer ao contrário. Por isso, quando vejo o filme, mesmo depois de ter lido o livro, fico com a sensação de querer mais e nem sempre percebo a inclusão ou exclusão de uma parte do texto.
Assim, acho que vou perceber melhor as opções do realizador e aquilo que ele imaginou quando leu o livro.
Contra, encontro o facto de me limitar a parte da minha imaginação que tanto adoro nos livros.
Mas vou seguir esta teoria e verificar como me sinto.
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Agora uma boa notícia

O norte-americano Christian Bale encontra-se a um passo de se juntar a Johnny Depp no próximo filme de Michael Mann, «Public Enemies», que estreará em Portugal no próximo ano.
A história passa-se nos anos 30 e baseia-se no livro de Brian Burrough, «Public Enemies: America´s Greatest Crime Wave and the Birth of the FBI, 1933-34», com argumento adaptado pelo próprio realizador, o mesmo de «Colateral», «Miami Vice» ou, mais recentemente, «Transformers». fonte : Diário Digital
Agora, é boa notícia porquê?
Porque: Christian Bale é, para mim, um dos melhoes actores, da actualidade; Johnny Depp é outro dos meus eleitos (um dos que me leva ao cinema); Michael Mann já fez um filme fantástico, o Colateral e por fim, Leonardo diCaprio recusou o papel que irá para Bale por estar a filmar com Scorcese o Shutter Island (supostamente uma adaptação do livro de Dennis Lehan, o mesmo de Mystic River e de Gone baby gone).
Um dia em grande
Nada como começar o dia, a ouvir: "Vai pró caralho, é sempre a mesma merda, estou farto disto".
Já lá vão os tempos em que ouvíamos "Bom dia".
Já lá vão os tempos em que ouvíamos "Bom dia".
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Peculiaridades #6
Tenho dificuldade em lidar com pessoas que não conseguem parar para olhar para si, para dentro. Pessoas que fogem dos momentos tranquilos, que necessitam de actividades, de preferência fora de casa, que lhes gastem muitas calorias. Das duas uma, ou são frenéticas (adoro esta palavra) ou não param para olhar o seu interior, fugindo constantemente de um problema ou decisão. Quando se consegue passar uma tarde ou manhã em casa, lendo um livro, ouvindo uma música, fechando os olhos, vendo um filme e parando para pensar, é meio caminho andado para a sanidade mental. Não estou dizendo que sou mentalmente sã, mas isso é outro assunto que posso, mais tarde, tentar explicar. Resta-me abençoar aqueles poucos fins de semana que passo com tranquilidade (esta faz-me lembrar o Paulo Bento) e serenidade (bolas, esta faz-me lembrar os argidos do processo casa Pia), no meu cantinho.
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sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Until the end of the world
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Charlie Wilson's War

Fui ver o filme por três razões: Mike Nichols, Julia Roberts e Philip Seymour Hoffman. E as três razões foram mais que suficientes para passar uns bons momentos, após um dia de trabalho, bem recheado de emoções.
O filme mostra como foram feitas as negociações de bastidores que levaram à saída dos russos do Afeganistão e assim o final da guerra fria. Por vezes esquecem-mo-nos que se trata de Mike Nichols o realizador, excepto nos excelente diálogos entre Charlie Wilson (Tom Hanks) e Joanne Herring (Julia Roberts).
É sem dúvida um filme educativo, onde se percebe como funcionam os jogos de poder nos bastidores do congresso americano e sobretudo como a nação árabe se organiza colocando de lado rivalidades de muitos anos para obter um objectivo, nem que seja para pagar um favor aos americanos.
Percebe-se também como é tão fácil acontecerem derrapagens orçamentais e como o dinheiro "makes the world go around".
Percebe-se como os americanos usam e deitam fora os países até conseguírem o que querem esquecendo-se das possíveis consequências (9/11).
Bem filmado, planos bem conseguidos mas nada de extraordinário e uma banda sonora fantástica ou não estivéssemos nos final dos anos 80.
A grande Roberts que por a acaso tem mais 18 dias de idade que eu, aparece de fato de banho com um corpinho muito jeitoso.
O melhor do filme, Tom Hanks, a actuação e a personagem.
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Ismäel Lô

Depois de alguns dias sem ouvir música no mp3, hoje resolvi tapar os ouvidos com música enquanto fazia uns trabalhos. E, uma vez que ouço sempre em "random player", pois gosto de sentir a sensação, nem que seja por segundos, de "o que é isto" pois com frequência encho a memória do aparelho com álbuns de músicos que conheço mal para aprender umas coisas . E foi com agradável prazer que re-ouvi uma grande musico, Ismäel Lô, Senegalês que me foi gentilmente apresentado por Pedro Almodôvar, durante o seu "Todo sobre mim madre". Tajabone é para mim a música que marca o filme e marca-me a mim de tal modo que sempre que gravo um cd para amigos, com músicas à minha escolha, esta música é constante, esta e mais duas.
Conheço dois álbuns do Senhor ( Jammu África e Senegal) e reconheço que é uma voz importante na Música do Mundo.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Peculiaridades #5
domingo, 6 de janeiro de 2008
New york waiting...

... ou como o plano B às vezes também é bom.
Filme de Joachim Hedén, simple, sem pretensões mas com alguns diálogos bastante ricos.
Sidney (Christopher Stewart) pretende recuperar uma relação que acabou de forma doloroso, para isso envia à ex-namorada uma carta com um bilhete de avião e com uma foto como local (Empire State Building) onde pretende que se encontrem, um ano depois após a separação. Amy (Annie Woods) sempre se sentiu mais em confortável em relações em que não tem que amar, para ela é mais simples e confortável ser amada, abandona o namorado num quarto de hotel e vagueia por Nova York sem rumo. Amy e Sidney conhecem-se num café e encetam uma conversa bem interessante, acabando por revelar um ao outro o que vai dentro de cada um.
Neste filme é possível confirmar como, por vezes, é mais fácil falar com desconhecidos e como por vezes é tão mais rápido criar laços fortes com quem não conhecemos de lado nenhum.
Para os amantes de Nova York é um filme a ver pelas imagens de Central Park e Times Square.
De resto, é um filme simples, como já tinha referido, mas com alguns momentos bastante bons. No final houve uma preocupação em acrescentar alguma dose de inesperado, terá sido conseguido? Quanto a mim, não.
A pérola deste filme é sem dúvida a banda sonora, músicas lindíssimas, para mim, desconhecidas, à excepção de uma música de Tori Amos. Uma banda sonora a comprar, sem dúvida.
sábado, 5 de janeiro de 2008
Inconformados
Uma tarde no shopping
Já que não tinha os carros do Dakar para ver, resolvi ir ao shopping fazer umas compras, é que ultimamente parece que ando a estragar roupa de uma maneira pouco comum em mim.
Então, depois passear por algumas lojas e fazer algumas compras, pensei - agora é que vão começar as compras que me dão prazer. Fui ao carro colocar os sacos e voltei sem nada que me pesasse e assim, mais confortável - e lá fui, rumo à Fnac. Claro, acabei por perder um pouco a cabeça e comprei duas colecções de dvd, uma do Kiarostami (realizador que admiro imenso) e outra do Hartley. O resto que tinha na mão, voltei a pôr no lugar senão a conta seria bem grande.
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sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Para compensar
Uma pena
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pois nos últimos dois anos não dispenso passar o fim de semana em que o rallye passa por cá, metida naquele circo fantástico de motores e excentricidades. Não dispenso umas voltas pela zona dos Hummer, que, acreditem, é fora de série. Depois é a possibilidade de andar perto dos motores e dos pilotos, falar com eles, o espírito é fantástico.
Não compreendo esta anulação quando, a Mauritânia sempre foi um pais complicado de atravessar e nos últimos anos têm sido feitas etapas de ligação e nunca provas cronometradas, e neste ano, houve uma aposta em etapas neste país, com oito das dezoito provas em África a realizarem-se na Mauritânia. (quero pensar que a questão de segurança estivesse bem pensada e orientada)
Não gosto da influência que os Franceses tiveram na decisão. Soa-me muito a politica e lembro-me de um episódio antigo numa entrevista com o Mário Soares.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Eu quero o vírus "herpes simplex"

A edição desta semana do Courrier Internacional tem os seguintes temas: O ano em cartoons e prendas insólitas.
Quanto aos cartoons acho que tem sátiras bem interessantes mas o que me encheu mesmo as medidas foram os micróbios de peluche. Sim, leram bem, existe um site que vende as "réplicas" em ponto MUITO grande de micróbios (vírus, bactérias e bactérias), por isso, já podemos oferecer aos filhotes dos nossos amigos ou mesmo aos nossos amigos mais hipocondríacos a salmonela, o bactéria do acne, o vírus do herpes (figura de cima), o prião da vaca louca (figura de baixo), o vírus da raiva, o mau hálito, o pé de atleta, a doença do sono,e mais este e aquele, e tal, o problema vai ser mesmo escolher pois são quase todos lindos, e alguns de morrer.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Peculiaridades #4
Ne le dis à personne

Filme de Guillaume Canet, que retrata a vida de Alex (François Cluzet), um pediatra que perdeu a mulher quando ambos se banhavam na águas de um lago, durante a noite. A mulher supostamente é agredida e morta, ele é agredido e acorda três dias depois, ainda a tempo de ir ao funeral da mulher.
Oito anos depois, Alex vive ainda com o fantasma da morte da mulher e todos os anos, na data do aniversário dela, reúne-se com os sogros num ambiente constrangedor.
Com o aparecimento de uns corpos junto ao lago, é reaberto o processo e Alex, mais uma vez vê-se envolvido com os pormenores da noite que o marcou para sempre.
Quando Alex recebe um mail, com a gravação de uma câmara exterior onde é possível ver a sua mulher, os pesadelos aumentam e os acontecimentos sucedem-se a grande velocidade, a policia cada vez mais, acredita na culpabilidade dele e acontecem crimes, à sua volta, que o envolvem. Nesta saga arranja dois aliados de peso, a sua cunhada (Kristin Scott Thomas), companheira da irmã, e Bruno (Gilles Lellouche) um marginal a quem Alex ajudou na doença do filho.
É um filme bem estruturado e que prende do inicio ao fim, com algumas reviravoltas interessantes mas talvez, com explicações exageradas, nalguns casos menospreza o espectador. Tem pormenores de realização muito interessantes, como aquele em que são sobrepostas as imagens do casamento com as do funeral, para kitsch mas não é.
A grande surpresa é a banda sonora muito pouco ao hábito do cinema francês.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
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