
Grindhouse: Death Proof, um projecto de Robert Rodriguez e Quentin Tarantino que pretendiam homenagear o fenómeno Grindhouse (termo norte-americano que se refere a salas de espectáculos que a partir dos anos 60, exibiam em sessão dupla os chamados exploitation films). Foram feitos dois filmes, contudo em termos exibicionais só o Death Proof teve honras de lançamento.
Este segmento, de Tarantino trata da uma história dividida em duas partes. Na primeira, passado no Texas, Arlene (Vanessa Ferlito), Shanna ( Jordan Ladd) e Jungle Julie (Sydney Tamiica Poitier) juntam-se num bar com o objectivo de se divertirem, nesse local encontra-se Stuntman Mike (Kurt Russel), um psicopata que se diverte escolhendo grupos de raparigas para matar de forma violenta, usando o seu "indestrutível" Chevy Nova.
Na segunda parte, no Tenesse, Mike encontra Lee( Mary Elisabeth Winstead), Abernathy (Rosario Dawson), Kim (Tracie Thoms) e Zoë (Zoë Bell), jovens ligadas ao cinema (actrizes de figuração, duplos, cabeleireiras). Segue-as na tentativa de as matar, mas neste caso as raparigas provocam um resultado bem diferente.
São imensas as referências ao cinema da década de 70, tanto a nível de imagem, de má qualidade, aparecem as riscas as fita que eram comuns nas cópias excessivamente usadas, erros de raccord e de montagem, tudo propositadamente.
Este filme, também pretende homenagear os filmes de perseguição de carros, gangsters, western spaghetti, samurais, kung-fu.
O argumento é muito bom e ao contrário dos Kill Bill é riquíssimo em diálogos extremamente surreais e imaginativos.
Mais uma vez a banda sonora é uma grande arma de Tarantino, conferindo a devida emoção a cada cena, embora por vezes de forma paradoxal.
Um filme que Tarantino fez para se divertir e cheio de referências aos filmes que marcaram a sua juventude.
Isto tudo para dizer que é um excelente filme, e que me diverti bastante.
Quanto a referências, só isso dá outro post.